domingo, 16 de outubro de 2011

" Padronizar sua vida de acordo com a opinião de outra pessoa não é nada mais do que escravidão." Lawana Blackwell

              É impressionante como o Meu Poder Superior me sinaliza e me ajuda nesta caminhada da vida. Acordei na manhã de hoje(domingo) precisando ouvir palavras de conforto, precisando de um alento pro meu coração e como de costume nos meus  domingos,  fui à missa certificar-me o que Deus tinha prá mim neste dia maravilhoso. Sempre leio o folheto antes da missa, para entender melhor de que estaremos falando naquele "sermão";desta vez, não foi na folheto que encontrei o conforto esperado; foi das palavras do ministro. E parecia que ele falava olhando prá mim, mesmo que virado pro outro lado da "platéia". Ele disse: - Quando a gente sabe as verdadeiras razões pelos quais uma pessoa nos prejudicou, fica mais fácil de entender e perdoar!
              Nossa, aquelas palavras não saem mais da minha mente, porque parece que o "chapéu" me serviu justo.
              Comecei a me lembrar de uma companheira de grupo Naranon* que quando soube da "agressão" que sofri me disse de imediato: - Tá, mas tu entende que aquele que te agrediu não era teu esposo e que ele estava, no momento obcecado pela droga?  Na mesma hora, respondi: - Sim, mas nenhuma ação justifica uma agressão. Isso se chama insanidade.
              Se tem um sentimento que eu abomino mais do que tudo é a auto-piedade. Não me sinto culpada por nenhuma ação ou reação do meu adicto, mas também, rejeito essa auto-piedade à que ele se propõe, mediante sua vida. Luta prá realizar seus sonhos sozinho, não aceita ajuda (só financeira), mas quando precisa das  pessoas( e todos nós precisamos uns dos outros) rejeita, não aceita que está vascilando, agride e se sujeita à auto-piedade.
             A doença da adicção é tão devastadora que "usa" os co-dependentes enquanto neles ainda existe a ignorância de seu poder destruidor. Como diz um companheiro de grupo: - Essa doença torna nossos adictos tão "hipócritas" que eles são capazes de jurar  a um Juiz de Direito que não usaram a " dita cuja" e que loucos somo nós!
            Mas,  e prá DEUS, PRO PAI OXALÁ, PRO MESTRE  JESUS, prá seja lá quem for o seu Poder Superior? Será possivel mentir assim? Será que quando deitamos nossa cabeça no travesseiro, dormimos com a consciência tranquila de quem não fez nada contrário a lei moral da vida? Não creio.
           Antes de saber sobre a adicção de meu esposo, eu cometia insanidades tais quais às que ele me defrontava, porque eu não sabia, e por consequência não entendia porque aquilo tudo acontecia daquela forma.
          A partir do momento em que ele "precisou" me contar sobre seu dilema e me pediu ajuda para modificar as atitudes e a vida, tudo mudou na MINHA VIDA, porque entendi e perdoei. Porém,  não fiquei parada no tempo, iniciei minha recuperação no MEU GRUPO DE AUTO-AJUDA.
         Então, hoje, após outra recaída, entendo e até perdôo o que aconteceu, mas não posso mais fazer o que fazia na ignorância do "saber".
         Deixo a ignorância para aqueles que querem continuar na mesma vida, muitas vezes medíocre, cheia de conflitos familiares mal-resolvidos, cheios de ressentimentos, cheios de auto-piedade.
         Só por hoje, continuarei frequentando o grupo de auto-ajuda Nar-anon* porque agora entendo os porques e posso perdoá-los se assim meu espirito desejar. PAZ e BEM a todos os leitores
        

             

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RECAÍDA

         Se eu não estivesse frequentando um grupo de auto-ajuda, estava eu aqui pensando, provavelmente meus pensamentos seriam outros. Talvez, neste momento, estaria obcecada pela obsessão do meu adicto, talvez passasse pela minha mente aqueles pensamentos de: Que mais posso eu fazer!
         Um companheiro do grupo me sinalizou que às vezes não é conveniente contar os dias de abstinência. Mas eu preciso disso ainda. Preciso porque devo ainda voltar atrás e ver de que forma 600 dias de serenidade mudaram a minha vida. Foram 600 dias de uma felicidade nunca vivida até então. Parecia que tudo acabaria bem. De qualquer forma, continuava frequentando o grupo na busca do equilíbrio e suporte para uma possível mudança  de planos(não minha, obviamente);porque eu estava certa de que tudo estava indo bem. Mas, o bicho é gigante, e veio pra cima de mim com garras expostas afiadas; Com sinceridade, não estaria eu aqui, agora, escrevendo pra vocês, se não fizesse uso dos pensamentos que aprendi no *Nar-Anon. Talvez tudo seria diferente se meu adicto não encostasse a mão em mim, melhor,não espalmasse a mão no meu rosto. Poderia até me ofender com aqueles apelidos nada simpáticos, obras do uso desesperador de drogas, mas não deveria usar a agressão física como arma de defesa. Colocou fora a recuperação dele, abalou a minha recuperação e voltou pro final da fila( onde ele dizia que não queria mais estar). Não estou aqui, lamentando, porque já aconteceu, não adianta mais lamentar;Estou desabafando, porque preciso. Sou do tipo, falar me faz bem, então vou fazer o MEU bem.
           Penso que, quando o adicto conhece um grupo de auto-ajuda, já sabe que existe uma solução prá sua obsessão, já conhece os passos prá não deixar a dita cuja tomar conta. Resiste, mas reconhece que tá ficando melhor agora. Então é hora de  exercer o QUERER, querer muito mais do que as suas vontades, porque depois que a vontade passa, tudo serena de novo. E se fazemos a nossa vontade, na doença da adicção, pagamos o preço depois. Voltamos pro final da fila. 
          Aprendi, no meu grupo, que minha vida tem que mudar, se tinha atitudes antes que nunca me ajudaram a sanar minhas dificuldades, devo tentar mudá-las agora, fazer o movimento ao contrário(como dizem os companheiros). E nesta recaída é isto que estou buscando fazer da minha vida. Já percebi que mudei meus pensamentos, preciso me salvar do precipício, então faço agora por mim. A escolha da recaída não foi minha, não posso culpar-me e querer consertar o mundo e ao adicto, mas posso ME  consertar.
         Agressão física é a PIOR das insanidades de um adicto. è  aquela que pode evoluir para crime hediondo, é aquela que pode ACABAR de vez com sua vida.
         Fiz o que poderia ter feito, enquanto meus limites eu respeitei, agora tenho que cuidar da minha alma, do meu espírito. Ao  meu adicto só me resta ORAR. 
PAZ E BEM Á TODOS

domingo, 25 de setembro de 2011

"O caminho mais curto para fazer muitas coisas é fazer uma de cada vez."Sydney Smiley

Hoje é domingo;um dia lindo de sol; estou em minha casa, na companhia de quem mais amo nesta vida, o sol radiante lá fora, no entanto estou triste, precisando partilhar. Abri minha "Biblia Nar-Anon" ao acaso e veio a resposta prá minha aflição. Pensar, sentir, agir... Uma coisa de cada vez... Como é dificil prá mim conviver com essa maneira de agir do meu adicto. Faz as coisas sem pensar bem antes. Vai fazendo, sem parar, sem pensar, sem sequer pedir opinião. Não pensa que tem outras pessoas envolvidas na sua decisão. Não pensa que tem pessoas dependendo da sua decisão. Entendo que ele procura acertar, mas ao mesmo tempo que tem essa vontade, erra por puro orgulho: O de não pedir ajuda. E eu no afã de querer ajudar começo a me desesperar e falar alto prá que ele me ouça. Mas não adianta,ele não vai me ouvir! Vai sempre fazer do jeito dele. E eu? Será que vou suportar por muito tempo? Meu esposo está tão preocupado com a recuperação dele e esquece que tô segurando uma barra dentro do meu coração! E no meio do "diálogo malfadado" eu  ainda disse que ajudaria financeiramente se precisasse! Fui idiota e me precipitei, pois essa responsabilidade não é minha. Não fui eu quem assumiu os tais  compromissos. Os meus compromissos eu venho assumindo com calma, mas às vezes, como hoje, eu não fiz uso da serenidade que deveria. Pensei logo no que eu sempre digo lá no grupo: - Deixa que viva e deixe viver, deixa que ele resolva suas próprias pendengas,deixa que  se rale, contanto que assuma os seus compromissos! Eu digo, mas não pratico. Será isso mesmo??? Ás vezes tenho a impressão que já tô forte, que tudo vai melhorar e quando tô muito otimista, penso que tudo vai até mesmo mudar; mas tem coisas que definitivamente só vão mudar se eu tomar uma atitude. Esse orgulho e essa maneira de agir do meu esposo   me incomoda. Porque, depois, quando as coisas dão erradas é no meu ouvido que ele vem, de novo, me atormentando, me pedindo ajuda e inclusive, ajuda financeira. Claro, prá ele é o caminho mais fácil né? A tendência dele sempre será produzir as próprias armadilhas. Prá que depois da perna quebrada alguém tenha que levá-lo ao hospital. Mas eu não posso fraquejar na minha recuperação. Se desta vez ele "quebrar a perna"(ou a cara) eu até chamo o táxi, mas não tiro o carro da garagem  e muito menos boto a mão no bolso. Não posso repetir os erros do passado. DEVO APRENDER COM A CARGA QUE JÁ TENHO. Termino minha partilha pedindo ao Poder Superior que me enobreça com serenidade, paz, inteligência e coragem, porque muitas situações ainda virão pela frente. Só por hoje não cairei nas armadilhas da adicção.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

JOGUE OS ERROS DO PASSADO NAS PROFUNDEZAS DO MAR

Muitos de nós somos como a pequena menina que
começou a brigar com uma amiga. Sua mãe, que ouviu quando
discutiam, chamou a filha e lhe disse que estava errada e
que necessitava pedir perdão a Deus. Então, a menina se
ajoelhou para orar e, humildemente, pediu: "Ó Deus, por
favor me perdoe por ficar brava e discutir com Raquel". Mas,
sua atitude permanecia errada, e, continuando a orar falou:
"E faça Raquel vir a mim e pedir meu perdão. Ó Senhor, não
lhe dê descanso até que não aguente mais e venha me pedir
que a perdoe!"

Como essa atitude tem sido real em nossas vidas! Estamos
sempre certos! Os outros estão sempre errados! Eu tenho o
direito de... Não me darei por satisfeito até que... Eu me
vingarei... E assim por diante. A razão é sempre nossa,
mesmo que saibamos que isso não é verdade.

Às vezes também dizemos: "Eu perdôo... mas, não esqueço! E
que tipo de perdão é esse? Um perdão que guarda mágoas não é
perdão. Um perdão que esconde ressentimentos nas gavetas do
coração não é perdão. Um perdão que a todo tempo é lembrado
não é perdão. Um perdão que só existe da boca para fora
nunca foi e nunca será perdão.

O perdão verdadeiro é como o do nosso Senhor. Ele perdoa e
esconde o que foi perdoado nas profundezas do mar. Ele
jamais se lembrará dos nossos erros confessados e
arrependidos. Serão como se nunca houvessem existido.

Quando conservamos atitudes pretensamente perdoadas, não
experimentamos a cura das feridas, não desfrutamos da
alegria de livrarmo-nos delas, não nos regozijamos com a
vida abundante que Cristo veio nos trazer. As pessoas a quem
perdoamos se sentem livres e felizes e nós nos mantemos
aprisionados a uma angústia interminável.

Se você quer voltar a sorrir e cantar... livre-se
imediatamente de todos os espinhos que ainda estão ferindo
sua alma. Perdoe... e esqueça!

domingo, 4 de setembro de 2011

A SERENIDADE VAI CHEGANDO BEM DEVAGAR...

Nunca  imaginei que tão logo estaria pensando assim! Até bem pouco tempo eu queria que tudo fosse resolvido prá ontem. Mas me faltava serenidade, me faltava um programa de recuperação. Onde eu pudesse respirar fundo, ouvir problemáticas maiores que a minha ou tal e qual. Hoje, dou graças ao Programa de familiares Nar-Anon* pela minha tranquilidade, minha paz e minha felicidade. Tive momentos na minha vida, que pensei morrer sem ser feliz no meu casamento. Era terrivel  a minha falta de esperança, minha falta de fé que as coisas melhorariam; Tinha fracassado 2 vezes, em 2 casamentos. Meu primeiro esposo não bebia, não usava drogas, mas eu não o amava. Em meu segundo casamento, apostei todas as fichas. Mas, sem saber, ainda  teria que enfrentar toda a loucura da sua  adicção. Foram 13 anos de uma vida sem rumo certo. Eu costumava dizer que não tinha um marido; no seu lugar. eu  tinha um hóspede totalmente inadequado e equivocado daqueles que nem a hospedagem pagava. Quando me lembro daqueles momentos sinto em mim uma tristeza profunda e uma vontade de apagar como se não fosse verdade. Mas já que não posso isso modificar, apenas lembro. Hoje, acabamos de vir de um encontro estadual de NA*, foi uma tarde ma-ra-vi-lho-sa. Só gente bonita, sorridente, feliz e meu esposo estava lá, feliz e agradecido. Fomos e voltamos juntos,olha só! que mudança! Antes de conhecermos o programa, toda saídinha terminava em brigas e fugas. SÓ POR HOJE, só alegrias. Agradeço à Deus essa graça de conhecer quem conheci, no lugar certo e momento certo. Amadureço e evoluo espiritualmente à cada barreira derrubada em minha vida e continuo minha caminhada amando muito a todos aqueles que ELE coloca em meu caminho. Bons momentos à todos os leitores e que DEUS abençoe vocês que fazem por merecer.    

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PENSE -" NUNCA TENHA MEDO DE SENTAR UM POUCO E PENSAR" -Loraine Hansberry

Estava lendo a nossa literatura para hoje e prá variar, me estendi até mais uma semana para garantir a "serenidade". Resolvi escrever sobre o que mais me chamou a atenção( tema do dia 27) - O lema PENSE. 
         Fiquei "pensando" em quantas vezes agi tal e qual meu adicto, falei coisas sem pensar antes. Agi como ele, e ainda raejo assim se não pratico o programa. Não quero mais agir demonstrando insanidade. Quero poder perceber que minha obcessão tá indo embora. Prá isso é necessário "pensar". O PENSAMENTO proporciona inteligência e sanidade. Hoje, como todos os dias e há 365(um tantinho mais) ao acordar pela manhã, meu esposo agiu da mesma forma que já conheço há 14 anos. E eu já espero esse "despertar" porque já me convenci que a insanidade está dentro dele,mesmo que, sem influência de drogas, mas ainda que por falta dela. É... a saudade da "danada"! Mas consegui nestes 365 e poucos mais dias de Nar-Anon entender que ele só vai mudar se quiser. mas EU posso mudar se eu não quiser mais me submeter  aos seus desaforos. Aprendi, pensando bem, que devo cuidar de mim e, no caso de quem depende de mim ainda por questão de menor idade. Estou falando de meus filhos;Que são pré-adolescentes no meio deste  fogo cruzado. Resolvi pensar que ser gentil, pro meu esposo é ser facilitadora., embora ele não queira entender e pensar  desta forma. Agora me sinto inteligente,fortalecida. E tá dando certo prá mim; percebo que sou mais feliz assim.Embora muitas vezes ainda desejasse que meu esposo agisse de forma diferente, procuro seguir meu passo-a-passo da felicidade e penso que  a mudança dele não é problema meu. Minhas  "MULETAS" estão aposentadas.
              Ao particar o lema PENSE e as 5 palavras: Pensar, honestidade, inteligência,necessidade e gentileza, posso mudar a mim mesmo, com a ajuda do meu Poder Superior.
         

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Não me preocuparei demais a respeito do comportamento de outra pessoa, mas focalizarei o meu próprio.

" Aquele que respeita a si mesmo está a salvo dos outros; Ele veste uma armadura que ninguém pode transpassar." (Henry Wadfworph Longfellow)